• Ângelo Veiga

Planejar ou não planejar: eis a questão!

Atualizado: há 6 dias


A quem não leu o livro “Cem dias entre céu e mar” de autoria do navegador Amyr Klink e se interessa pelo tema planejamento, recomendo a leitura. É uma dose direta na veia!



Mas vamos lá!



Amyr Klink traduz o planejamento detalhadamente desde a construção de um barco que não afundaria e que permaneceria sempre voltado para cima como uma noz, até o estudo das correntes marinhas para definir o melhor local de partida na África e estabelecer

o ponto de chegada na costa da Bahia foi decisivo para alcançar o objetivo desejado.


Realizou uma análise precisa de cenários externos identificando oportunidades e ameaças incontroláveis como uma maré revolta ou tempestades por dias seguidos, definindo assim estratégias para mitiga-las ou neutralizá-las.



Igualmente precisa foi a análise do cenário interno com a constatação de forças e fraquezas no âmbito do Parati, nome de batismo dado ao barco a remo que ele utilizou para a travessia do Atlântico. Desde o projeto estrutural que conferisse segurança e leveza para facilitar o remo, à alimentação desidratada, horas a fio de treinamento físico para assegurar a competência necessária para alcançar os resultados esperados foram igualmente importantes para lograr sucesso.

Sei que muitos conhecem empresas que não fazem planejamento, muito menos orçamento e que até então estão gerando lucros. O que pode ocorrer é que repentinamente pode se descobrir que o barco estava fazendo água sem que ninguém percebesse pois tão importante quanto planejar é acompanhar. Essa é uma recomendação que fazemos a potenciais Clientes que nos procuram para elaborar o Planejamento Estratégico e Executivo: “se vai planejar e não vai acompanhar, melhor não gastar o tempo e dinheiro pois o processo cairá em descredibilidade e para recuperar será muito mais difícil e trabalhoso.”


Outro fator de sucesso é que o planejamento seja “patrocinado” pelo dono ou Líder Empresarial que deve dar exemplo continuado nessa prática.

Dois navegadores baianos tentaram fazer uma travessia similar da África para o Brasil sendo que numa embarcação denominada hobbie cat. Não se deram ao trabalho de planejar como fizera Amyr Klink que ainda tentou alertá-los dos erros que estavam cometendo. O final foi trágico!


Por Ângelo Veiga


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